Capitalismo Verde nas Américas – 22 de agosto de 2025

Uma edição especial do Relatório da NACLA Report on the Americas.

Esta edição especial do NACLA Report on the Americas examina criticamente a ascensão do capitalismo verde nas Américas na preparação para a COP30 em Belém, Brasil, em novembro. Editada por Sabrina Fernandes e Breno Bringel, esta coletânea analisa como as lógicas e os instrumentos do capitalismo verde estão moldando políticas e territórios, possibilitando novas formas de desapropriação e aprofundando desigualdades históricas. Juntos, as vozes e os exemplos compilados nesta edição expõem as armadilhas de uma transição liderada por corporações que se diz limpa e justa, mas que na prática reforça sistemas de exploração e dominação. A edição do outono de 2025 também destaca os movimentos, comunidades e visões de baixo que desafiam essas falsas soluções e apontam o caminho para transições ecossociais justas.

Belém virou as costas para o rio?

Mariana Guimarães Campos Ribeiro e Rosaly de Seixas Brito

Os projetos de construção da COP30 reproduziram desigualdades sociais e injustiças ambientais de longa data, dando novo impulso às lutas pela água e pela vida na cidade.

“Não somos Vale do Lítio!”  

“Não somos Vale do Lítio!”  

Bárbara Magalhães Teixeira e Marina Oliveira

No Vale do Jequitinhonha, Brasil, a promessa de uma transição verde traz mais violência extrativista, mas as comunidades estão resistindo e reivindicando o direito de moldar o próprio futuro.

A colonialidade do discurso climático

A colonialidade do discurso climático

gina cortés valderrama e Isadora Cardoso

Desvendando narrativas climáticas hegemônicas que moldam as negociações globais do clima por meio de uma abordagem interseccional e decolonial.

Capitalismo verde contra a democracia: o plano de bioeconomia no Pará 

Capitalismo verde contra a democracia: o plano de bioeconomia no Pará 

Claudia Horn & Carlos Ramos

À medida que a COP30 se aproxima, a estratégia de bioeconomia do Brasil promete crescimento verde. Mas por trás da retórica reside um aprofundamento do desmatamento, a captura pela elite e a marginalização das comunidades locais.

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