Fechadas as urnas, Congresso retoma agenda de destruição e ameaça fiscalização e Terras Indígenas, por Rafael Moro Martins – 27 de outubro de 2026

De SUMAÚMA

Projetos que acabam com embargos remotos de áreas desmatadas e permitem interferência do Ministério da Agricultura na fiscalização ambiental estão em vias de ser aprovados, em uma amostra do que deve acontecer em 2027

Com o encerramento do processo eleitoral no domingo, 25 de outubro, uma nova frente de ameaças à preservação da Natureza e dos biomas brasileiros será reaberta no Congresso Nacional.

Mesmo com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, a maioria de deputados de direita e extrema direita reunidos em bancadas como a ruralista deverá pressionar para que projetos que desfazem a demarcação de Terras Indígenas, reduzem o tamanho de unidades de conservação ou inviabilizam os embargos remotos de propriedades em que há desmatamento ilegal se tornem leis ainda em 2026.

Trata-se de uma espécie de cartão de visitas para o que se verá, no Congresso, a partir de fevereiro de 2027, quando tomam posse deputados e senadores eleitos em 4 de outubro passado. Na Câmara dos Deputados e, principalmente, no Senado, a extrema direita avançou sobre o Centrão, e o Partido Liberal, legenda de Flávio Bolsonaro, passará a deter as maiores bancadas nas duas Casas.

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